Não dá para ensinar filosofia sem ser visceral. O corpo precisa acompanhar o movimento das ideias. Se na mente tudo é um turbilhão, o corpo deve ser um frenesi. Ele é um testemunho! Por isso eu me movimento, de um lado a outro da sala, sem parar. Sou como as águas do rio de Heráclito que não param nunca. Cada correnteza acompanha o fluxo do meu pensamento e de uma hora para outra, repentinamente, eu deixo de ser professor e me torno um ator. Me torno um ator tão bom que finjo ser professor e todo mundo acredita.