Sou um historiador das ideias
Nunca busquei nos livros um ensinamento que pudesse guiar meus passos. Não reconheço nos filósofos, mestres ou guias espirituais, e não faço da Academia um lugar de devoção ao qual eu possa me entregar para alcançar um sentido último para minha existência. O que busco, na verdade, é entender a mim mesmo com base naquilo em que discordo ou concordo das ideias oferecidas por outrem. Como estou em constante transformação, tenho consciência de que essa busca não tem fim: é um eterno porvir. Dessa consciência nasce também a recusa em oferecer verdades. Prefiro ser lembrado como um historiador das ideias - alguém que reconhece rastros e testemunhos - em vez de um ideólogo ou construtor de sistemas. Pois a filosofia que me resta não é a que edifica, mas a que interroga.