Entre memórias e atos

O peso das consequências faz crer que cada ato sela em nós uma essência definitiva. O passado se acumula, cresce, e nos convence de que a liberdade se perde sob o peso daquilo que já fomos. Mas não somos ruínas do que passou: cada escolha, ainda que irreversível, abre brechas para novas possibilidades de ser. A existência não precede a essência — ela a reinventa, incessantemente, no entrechoque das memórias com os atos.

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