Se Deus não existisse seria necessário inventá-lo

Minha religiosidade é pragmática: não a sustento por provas, mas por seu valor existencial, psicológico e social. A razão, diante da finitude e das adversidades, mostra-se insuficiente para amparar o sujeito em suas crises, traumas e solidões. Concordo com William James quando afirma que ainda sem provas da existência de Deus, a crença consola e isso, por si, já basta. Por outro lado, para que fique claro, também defendo que a religiosidade não deve ser ter licença para tudo: seus limites precisam ser traçados. A crença não é refúgio para todo infortúnio, mas amparo apenas onde a razão é impotente; só deve ser exercida diante do que não se compreende, diante do que não se explica.

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