Nascemos para ser esquecidos

Inesperadamente você nasce. Festa. Cresce como o centro das atenções. Vive a melhor época da vida como criança. Cai, levanta, cai de novo. Se apaixona uma, duas, três vezes e se decepciona uma, duas, três vezes. Adquire conhecimento suficiente para arrumar um determinado trabalho. Vive momentos inesquecível e faz questão de esquecer outros. Dias de chuva e dias de sol. Casa ou não. Tem filhos ou não. Constrói mundo, palácios, caminhos... para si e para os outros. Envelhece. Vive a época de sua vida. A morte se faz presente. Vai fincando só. Dores e mais dores. Reza para que exista algo a mais além da vida e então, do mesmo modo como nasceu, você morre. Enterro. Apaga-se tudo o que você. Tudo o que você viveu desaparece, como um livro jogado ao lixo. Você será lembrado por algum tempo (ou nem isso) até que o mundo não deixe nenhum vestígio de lembranças suas. Vivemos um hiato entre duas noites. Nascemos para ser esquecidos. 

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