Sobre um grupo deformado
Um grupo só está formado quando cada integrante cumprir o mesmo papel que um órgão tem para o corpo. Determinar o que cada integrante se transformará é papel exclusivo das suas próprias ações. Se o indivíduo "r" movimenta o grupo, por exemplo, ele se transformará em suas pernas; se o "a" fala em nome de todos, será a boca. Se o "s" possui as principais ideias será o cérebro e se o "m" dá o pulso da vida, ele será o coração. Mas as vezes, por motivos diversos (seja por puro eventualismo ou até mesmo por vontade própria) um dos componentes pode acabar por se afastar. Quando isso acontece, dependendo de sua função, o corpo acaba se tornando "defeituoso" ou morrendo. No primeiro caso, talvez, até se pode admitir uma substituição, afinal, uma prótese pode fazer com que o corpo ande vagarosamente, mesmo não sendo uma perna de verdade. Já no segundo caso, o problema é mais sério: se removermos o coração ou o cérebro, por exemplo, podemos levar o corpo a morte. Do mesmo modo que um corpo, um grupo pode se defrontar com os mesmos problemas. Quando um integrante acredita que sozinho poderá fazer o grupo existir, ele começa a deformá-lo ou a matá-lo. Ora, como vimos, um grupo só é grupo quando cada integrante cumpri um papel específico dentro dele. Se o cérebro (e todos os demais órgãos ligados a ele) acredita que podem fazer o corpo viver sem outro órgão, ele estará aleijando o corpo ou mantando-o. É necessário, portanto, que o cérebro tenha a devida noção da importância dos outros órgãos e, em especial, do coração, uma vez que sem ele o corpo também deixará de existir.
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