Minha mãe

Quando eu resolvi ser músico, compor e aprender a tocar algum instrumento, minha mãe acreditou em mim. Sem medir esforços comprou um violão, uma guitarra e até mesmo uma bateria. Quando eu resolvi que queria ser poeta e escritor, minha mãe também acreditou em mim. Sem medir esforços se dedicou a ler tudo o que eu escrevia, mesmo sem entender muita coisa. Quando resolvi ser professor de Filosofia e seguir carreira acadêmica (graduação, mestrado e doutorado), minha mãe acreditou mais uma vez em mim. Sem medir esforços fez dívidas no cartão, compro livros e mais livros e mais livros. Quando tentei o Enem para Biblioteconomia, minha mãe novamente acreditou em mim. Sem medir esforços rezou uma centena de vezes para que eu ingressasse em meu segundo curso de graduação na UFPE e fosse tão feliz quanto fui no primeiro. Não teve uma vez em toda minha vida que minha mãe não acreditou e mim  mesmo eu escolhendo tantos caminhos estranhos. Não teve uma só vez que ela não tenha largado tudo e, sem medir esforços, fez o possível para eu alcançasse meus sonhos. Nunca poderei abrir a boca para dizer que o que eu consegui foi exclusivamente por mérito meu. A culpa é dela. Hoje, se sou alguma coisa é por causa dela, minha mãe.

Obrigado Deus por continuar deixando ela aqui comigo.

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