Uma guerra contra espelhos II

Nietzsche chama os diálogos da juventude de Platão - que são notadamente aporéticos, céticos e antidogmáticos - de "diálogos insignificantes" e "diálogos estéreis". O filósofo alemão deixa de lado esses textos fundamentais que ressaltam o caráter zetético dos corpus platonicum - herdados a partir do contato com Sócrates e da aporia implícita no fato de saber apenas aquilo que não se sabe. Nietzsche bate em espelhos. O Socratismo - e, por conseguinte, o Platonismo - é a sua outra face; é seu próprio inconsciente. Ele cria imagens de inimigos em possíveis amigos, daí enfrenta quimeras que só existem em seu próprio pensamento.


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