É fácil refutar Sócrates, difícil é refutar a verdade

Mais do que nunca é tempo de popularizar o conhecimento sobre Lógica Formal e Informal. É mister identificarmos as falácias nos discursos políticos e, em especial, nas ideias dos famosos "gurus do youtube" que disseminam um suposto saber erudito, recheado de premissas tão inválidas quanto incorretas, mas que, dado a falta de educação mínima das massas, são ovacionados e postos como os novos "mestres da verdade". A lista de falácias é longa e cada uma delas é deveras importante, mas destaco apenas duas que vejo sendo repetidas copiosamente: a) Argumentum ad Hominem: a ideia aqui é deixar de lado o argumento do adversário para atacar a pessoa que o criou. Acrescente um sem número de Fake News e você oferecerá ao público mais amplo a ideia de que o argumento do seu adversário é insustentável por ele ter comedido alguns deslizes morais na vida; b) Falácia Tu Quoque: a ideia aqui é invalidar o argumento do adversário apontando como ele faz aquilo que julga que é incorreto. Um bom exemplo é o pai que fuma e diz para seu filho que fumar é errado por causa câncer e o menino replica apontando que, se fosse realmente errado, ele também não fumaria. Ora, os argumentos são válidos por sua conclusão lógica e não por conta dos indivíduos que o estão proferindo. Assim, o governo atual é terrível, independente do que o PT e a esquerda fez ou não, e a "caça as baleias na Noruega" não anula o fato de que a Amazônia está passando por um terrível extermínio.

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