A história da filosofia é um relato sobre sangue
A história da filosofia é um relato sobre conflito de ideias. É certo afirmar que, desde os gregos, não houve um só pensamento que não fora criticado, ignorado, rejeitado e, até mesmo, ultrapassado. Isso ocorre porque as ideias têm poder soberano: elas determinam ações, permitindo e negando certas práticas e condutas de vida. A história da filosofia é um relato sobre o assassinato de ideias. Sobre o silenciamento de culturas. Sobre condenação de pessoas. Não é por acaso que certas batalhadas, originadas "apenas" no campo das ideias", se transforma em verdadeiras guerras mundiais. As ideias têm esse poder soberano de, sem utilizar da força, elevar almas e escravizar corpos; de coroar reis e apagar famílias. A história da filosofia é, sobretudo, um relato sobre o poder das ideias. De um pensamento aparentemente banal nasce mil motivos para matar pessoas; de uma proposta entusiasmada de progresso sujam-se mãos de sangue. Quem não quer ficar do lado certo? Quem não quer ditar as regras? Quem não quer colonizar culturas? Quem não quer influenciar massas? Quem não quer matar milhões sem disparar um tiro? A história da filosofia é um relato sobre sangue.
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