O que há por trás da empatia?

Que critérios de seleção há por trás da empatia? O que há em mim e o que há em você que nossa singularidade seja tolerada, querida ou indispensável um pelo outro? Como montamos essa articulação em fração de segundos (ou, talvez, até de milésimos)? A resposta só pode ser instintiva, emocional, corporal. A razão, por ela mesma, sempre parece enfraquecer, depreciar, hostilizar, assassinar o outro. Isso porque todo ato de conceituar (que é imanente ao próprio pensamento) de-limita os seus objetos de ação. Com a razão toda relação se torna sempre incompleta. O outro está fadado a ser palco de observação; a distância, em sua (in)significante (in)dividualidade. Que critérios de seleção há por trás da empatia? Não há critérios. Só instinto, emoção e corpo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Docta ignorantia

Pássaro sem bando

Um lobo à luz do dia