O niilismo não vai durar
Apesar de compartilhar das incertezas e das descrenças vigentes em meu tempo, encaro o futuro com muito mais otimismo do que se espera de um aspirante pensador "pós-moderno". Sim, vivemos em tempos de crises, mas não fomos os únicos a sentir esse "mal-estar da civilização" e é necessário estarmos atento a isso. Penso nos tempos conflituosos da poesia e da filosofia nos séculos VII-V a.C.; do sincretismo cultural entre as tradições indo-europeia e semita nos séculos III a.C.-V d.C.; da crise do cristianismo diante do renascimento, da reforma protestante e da revolução científica; do contraste entre o cientificismo pregado pelos iluministas e as grandes guerras que assolaram a terra. O que vivemos hoje é apenas mais um hiato entre duas grandes épocas. Um sistema que não se adéqua mais, exigindo o nascimento de um outro. Tempos de transição são mesmo marcados por dúvidas, medos, anseios, conflitos, oposições, resistências e (por que não?) esperanças.
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